SEJA BEM VINDO!!!

ESSE BLOG TÊM O OBJETIVO DE TRAZER ATÉ VOCÊ, O DIA-A-DIA DE NOSSA IGREJA, ALÉM DE TRAZER PALAVRAS DE AMOR E EDIFICAÇÃO PARA SEU CORAÇÃO!!!

IGREJA A VOZ DE CRISTO - OLINDA

IGREJA A VOZ DE CRISTO - OLINDA
Uma Igreja Comprometida com o Reino de Deus

PR JOÃO E SUA ESPOSA IR MARILUCE

PR JOÃO E SUA ESPOSA IR MARILUCE

PROGRAMAÇÃO OFICIAL DA IGREJA A VOZ DE CRISTO - ATUALIZADA

Segunda: Dia do Culto nos Lares

Terça: Culto na Congregação do Pb. Jacy Valentim às 19:30hs

Quarta: Culto de Oração e Doutrina - Ig Voz de Cristo em Olinda às 19:30hs

Quinta: Culto na Congregação do Pr. João Evangelista às 19:30hs

Sexta: Círculo de Oração 09:00hs as 16:00hs e Culto da UNIFEM às 19:00hs

Sabado: Não tem programação Oficial

Domingo: Escola Bíblica Dominical - 9:00hs
Evangelismo - 14:00hs
Culto Evangelistico - 19:00hs

OBS:
* 3º Domingo de cada mês - Culto das Primicias.
* Último Domingo de cada mês - Santa Ceia.
* Último sábado de cada mês temos Culto Jovem.
* Todo penúltimo sábado temos Culto de Missões.
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RESPONSAVEIS PELO BLOG

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SEM.VICENTE LEÃO

sábado, 5 de setembro de 2009

VOCÊ É UM ADORADOR?


Ser um adorador é o que Deus mais deseja que sejamos. Deus me chamou e nos chamou para sermos um adorador, Deus te fez para ser um adorador. Deus nos chamou para servi-lo, para fazer a sua obra, essa é uma das mãos pelas quais fomos formados, mas na outra mão Deus nos fez para termos comunhão com ele. E adoração nada mais é do que termos comunhão com Deus.

Quando Deus criou o homem no jardim do Éden, o criou para ter comunhão com Deus. Uma comunhão verdadeira, uma comunhão despretensiosa. A adoração começa num lugar secreto, intimo de comunhão com Deus. Sem essa disposição de estarmos presença de Deus, não existe seminário de adoração, não existe nenhuma fórmula que se possa ensinar na vida da igreja de como é a verdadeira adoração.

Adoração não tem nenhuma fórmula para se conseguir, a não ser estar na presença do pai, no lugar secreto em intima comunhão com Ele. Adoração é o homem em comunhão com Deus. É Deus no cair da tarde no jardim do Éden visitando o homem e a mulher que ele criou e chamando-os pelo nome. É isso que Deus deseja e essa é a verdadeira adoração a que Deus nos convida.

Precisamos ter um lugar secreto de comunhão com Deus, de intimidade. Um lugar onde ali a nossa vida é gerada, a onde a nossa vida é reformada, a onde a nossa vida é transformada, e curada por Deus. Onde as nossas mazelas, nossos problemas nossos pecados ficam diante do senhor no seu altar. Isso é adoração.

Começa com essa disposição de desejarmos parar o mundo, parar com a agitação, parar com que estamos fazendo, deixar as coisas passageiras e nos voltarmos para o eterno. 2 Co 4:18: “não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.”

Adoração é um convite de Deus para o eterno. Adoração é quando decidimos investir a nossa vida no eterno. E Parar para ouvir a voz de Deus, isso é o eterno. Todo o resto é passageiro, tudo tem um fim. Nossa própria vida aqui nesta terra tem um fim.

Em João 4:23: “ Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.” Este texto é chave para a vida de adoração da igreja. E o primeiro princípio aqui é que Deus não procura adoração. Deus procura adoradores. Porque a adoração é um produto e adorador é uma maneira de ser. Deus procura o ser que adora e não o produto. O nosso enfoque deve ser no que é ser um adorador.

Existem algumas fórmulas gostosas e boas de como ministrar o louvor, existem coisas que podemos fazer para que melhore tecnicamente a adoração. Mas, a adoração tem a ver com o coração. A igreja tem gasto uma grande parte do seu esforço, de seus recursos, de seu potencial tentando produzir adoração, mas o que Deus mais quer é um coração de adorador. Um coração totalmente dele. O que significa um coração totalmente dele? O que isso significa na nossa vida.

Temos então cinco perguntas para meditarmos:

1.A quem adoramos? 2.Por que adoramos? 3. Aonde adoramos? 4. Quando adoramos? 5. Como adoramos?

Neste texto vamos tratar da primeira pergunta: 1.A quem adoramos?

O primeiro enfoque que a igreja precisa ter é qual o alvo da nossa adoração. Existem muitas pessoas que adoram a adoração. Estão mais envolvidas com o produto, com a música, com o cantar do que com o ser um adorador. E isso acontece porque a igreja tem o foco errado de quem é o alvo da nossa adoração. O que Deus quer ampliar em nossa vida como adoradores: é a quem nós adoramos.

Quando Jesus responde a Satanás na tentação do deserto, Ele diz “ ao Senhor teu Deus adoraras e somente a Ele darás culto”. Aqui Jesus define a quem adoramos: “só ao Senhor teu Deus”. E quando a bíblia enfoca “ só o Senhor teu Deus” ela está incluindo aqui uma trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esse é o nosso alvo, o nosso foco. É para este foco que devemos olhar: é a Deus que nós queremos, é por Ele que somos apaixonados, é a Ele que desejamos adorar. Ele é o alvo da nossa adoração. Ele é o grande “Eu Sou”. Aquele que tem que ser entronizado, que tem que ser constantemente enfocado pela igreja.

Sabem o que é um ídolo? É tudo o que fica entre você e Deus. Idolatria nós pensamos muitas vezes em “santinhos”, amuletos. Idolatria é qualquer coisa que fique entre nós e Deus. Qualquer coisa que tira do foco do “quem é digno de adoração”. Os ídolos deste mundo hoje não são mais feitos de madeira, de bambu ou de gesso. Os ídolos deste mundo atualmente são mais poderosos porque eles roubam o coração, roubam a alma, roubam o espírito, estão roubando o coração de toda uma geração. É preciso que estes ídolos sejam acusados, retirados para que o foco a quem devemos adorar seja ampliado na vida da igreja.

Hoje adoramos um sistema. Mas a nossa visão deve ser Deus. O centro de todas as coisas deve ser Deus. A nossa visão, o centro de todas as coisas deve ser a glória de Deus. Todas as outras coisas são estratégias preciosas que Deus nos dá para viver, mas temos que adorar e invocar é a Deus. O Deus Pai, o Deus filho, o Deus Espírito Santo deve ser colocado à frente da igreja em tudo que fazemos, em tudo que nós somos.

Ele é o nosso “quem” e isso só é galgado em nosso coração quando nós conhecemos a Deus. Não podemos entronizar Deus se não o conhecemos. O que devemos fazer é levar todo irmão, toda irmã, todo novo convertido a ter essa visão pessoal de Deus. É algo que Deus quer gerar no coração de cada um de seus filhos.

É essa visão que sustenta a vida. Quem tem uma visão de Deus de que Ele é o nosso “quem” jamais voltará a trás. Quem tem uma visão clara de Deus em seu coração, a revelação de que Ele é o centro de todas as coisas, que Ele é a razão de todas as coisas. E galgar com Ele nessa comunhão significa que pode desaparecer o mundo em baixo de nós que ficamos agarrado e sustentado na mão de Deus.

Na minha experiência pessoal quando eu estava em Cuba ministrando para os irmãos, recebi a notícia de que minha esposa grávida de oito meses foi assaltada e baleada na frente de nossa casa e estava na UTI. Quando soube da notícia me faltou o chão embaixo. Mas eu tinha uma corda que me segurou e me sustentou que era a minha comunhão com Deus.

Eu tinha certeza que a minha vida e a vida de minha família estavam nas mãos de Deus e que ali eu estava seguro. Eu tinha a corda da fé, do conhecimento da presença de Deus.

E aquilo que o diabo veio para roubar, matar e destruir começou a se fortalecer. É nessas horas começamos a conhecer mais a Deus. É nas horas mais difíceis que Deus se amplia. Esse “quem” precioso e maravilhoso começa a se ampliar na nossa frente, na hora da luta, das tribulações. Tudo o que é natural acaba, tudo o que confiamos neste mundo acaba, mas quem conhece a Deus jamais será abalado.

E esta situação em que eu estava vivendo foi um milagre atrás do outro. Enquanto eu estava em Cuba, sendo moído, sem poder sair da ilha, sem poder agir por mim mesmo. Eu só podia ficar pendurado no meu “quem” precioso, no meu Deus amado. Esse “quem” que adoramos deve estar na frente das nossas vidas em todos os momentos sejam eles bons ou ruins, nos momentos de dificuldade e até mesmo nos momentos de terror, nos momentos de perseguição.

Conheço irmãos no Oriente médio que a única coisa que lhes resta é essa corda. Perderam tudo por causa da guerra no Iraque. Eu estava nestes dias no Oriente Médio, quando sai as pressas do Líbano para a Ilha de Chipre para poder retornar ao Brasil porque os aeroportos estavam fechados.

Conhecia um irmão Iraquiano que perdeu tudo. Ele saiu de sua casa com a esposa, o filho e caminhou km e km com a roupa do corpo, debaixo de bombardeiro. Quando conseguíamos contato com ele, ele dizia: “Eu estou firme. Deus está cuidando de nós.” Nesta situação, ele estava lá adorando com seu alaúde tocando pra Deus. Este é uma pessoa que conhece e que sabe a quem adora.

Adoração não é um fruto de estarmos no sentindo bem ou mal. É fruto de nós conhecermos a Deus.

Por Asaph Borba

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

7 ANIVERSARIO DA MOCIDADE DA IGREJA A VOZ DE CRISTO EM OLINDA




Nos dias 27 a 30 nossa união de mocidade completou 7 anos de organização e agradecemos a Deus por tudo que ele tem feito pelas nossas vidas. Tivemos 4 dias de muitas alegrias e de bençãos, onde Deus renovou muitos espiritualmente e fez um grande mover nos meio de nossa igreja.Gostariamos de agradecer a todo que de forma direta ou indireta contribuiram com este aniversario e que tem feito o seu melhor pela obra do Senhor, em especial a toda mocidade local,as igrejas Assembelia de Deus em Janga/Rio Doce com sua UMADAL e DEJEADAL e com seus ministro e irmãos Pr.Joabe Gomes e Luiz de Carvalho, agradecemos tambem ao Pr.Andrade e sua esposa da Ig.Evangelica Missionaria e o Pb. Andre Barbosa com o grupo EXALTAI da Ig.Missão Evangelica Pesntecostal,a todos os jovens que nos atenderam o convite para o culto do reencontro em especial a Raphael Soares que nos ajudou muito na organização do aniversario, Taciana Passos e seu esposo Paulo Henrique e a Ir Marta Barbosa, gostariamos de deixar nosso agradecimento tambem a Emanuel e Talita da Ig.Assembleia de Deus em Jatobá,aos cantores Alexsandro da Ig.Assenbleia de Deus em Camaragibe e a Roberta da Ig.Voz de Cristo em Campo Grnade juntamente com toda juventude e igreja representados pela diaconiza Orcelina,aon pregadores Prof.Abraão e sua esposa Angela e Pb.Edmar e sua esposa Ana Cassia.
Gostariamos de fazer um agradecimento muito especial ao nosso Pr.João Evangelista de Souza que confiou em nosso potencial como juventude e nos deu um grande suporte durante toda a festa juntamente com sua esposa Ir. Mariluce e tambem a Miss.Carmem Nucy e ao Dc.Mário,pessoas importantes nesse momento.
QUE DEUS ABENÇOE RICA E PODEROSAMENTE A TODOS E QUE NOS PROXIMO ANO POSSAMOS ESTAR MAIS UMA VEZ EM UMA GRANDE FESTA COM UMA MOCIDADE MAIOR EM NUMERO E EM GRAÇA DE DEUS.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O NOVO VÍCIO DA MODA


CLÍNICA PARA VICIADOS..... EM INTERNET!

Um Adolescente obssessivo pelo jogo online World of Warcraft foi o primeiro paciente de uma clínica para viciados virtuais, nos Estados Unidos. O retiro para viciados em internet espera receber a maioria dos pacientes com idades entre 18 e 28 anos. O paciente, de 19 anos, será submetido a um tratamento de 12 passos no Programa reStart de Recuperação de Viciados em Internet no Estado de Washington, que abriu para atender ao crescente número de "cyber junkies", ou "ciber viciados". Uma temporada padrão de 45 dias, que incluirá acampamento e aventuras na natureza, custará US$ 14.500, mas o retiro estará também aberto a pacientes externos em busca de um afastamento de uma dependência excessiva de joysticks, pornografia pela internet, e de passar dias sem despregar os olhos de uma tela de computador. "Somos um lugar livre de tecnologia, diz Hilarie Cash, psicoterapeuta da reStart". Um jogador não poderá jogar aqui, porque este é o seu vício, a sua droga de escolha. "Não somos antitecnologia. Trata-se de ajudar pessoas viviadas em tecnologia a cair fora e auxiliar seus cérebros a se acostumarem ao mundo conectado de maneira positiva".

Fonte: De tudo, um pouco

NOTA: Do ponto de vista estritamente das consequências que provoca, a Internet, para tais indivídios, é vista como uma droga. O tipo de "sensação" que estão procurando , algo típico daquilo que a tecnologia pode proporcionar - a diminuição de distância, a sensação do controle do tempo e a preservação do indivíduo a partir do virtual, em detrimento do físico - traduz-se em um isolacionismo atípico (pois as pessoas, apesar de mais ´sozinhas´ na forma dos contatos, na verdade não estão "isoladas") que é viciante. Àqueles mais suscetíveis aos efeitos danosos de tal comportamento, nada melhor do que um reajuste de ideias e prioridades.

Em Cristo Jesus,

PALESTRA SOBRE EVOLUCIONISMO E CRIACIONISMO COM O PR ARTUR EDUARDO


PALESTRA SOBRE CRIACIONISMO, EVOLUCIONISMO E DESIGN INTELIGENTE



PROFERIDA PELO PR. ARTUR EDUARDO

LOCAL: IEVCA
DATA: SÁBADO, DIA 05/09, ÀS 19:00.
Para maiores informações, envie-nos um e-mail: artur_eduardo@yahoo.com.br




NÃO PERCA!!
Postado por Artur Eduardo às 07:07 0 comentários
Marcadores: Design Inteligente e Evolucionismo

LER BEM PARA DISCIPLINAR BEM


A IMPORTÂNCIA DA HERMENÊUTICA

A Hermenêutica é uma ciência muito valorizada na atualidade. Fala-se em Hermenêutica Histórica, Filosófica, Jurídica e, obviamente, Teológica. Fazer uma leitura hermeneuticamente correta significa, a grosso modo, interpretar devidamente aquilo que nos está sendo transmitido. Os meios variam, a forma objetiva da interpretação, não. A correta interpretação do mundo é o que nos possibilita fundarmos instituições, construirmos aquilo que chamamos de “conhecimento”; e isto também diz respeito ao universo bíblico. A Bíblia é um aglomerado de livros, o qual entendemos ser a Palavra inspirada de Deus. Quando falamos “Palavra”, referimo-nos a um discurso, um texto coeso, um logos racional, cuja interpretação correta é crucial para que entendamos o objetivo de Deus ter-se revelado. A Igreja não deve, portanto, economizar recursos – materiais e intelectuais – quando o assunto é o estudo da Palavra de Deus; estudo esse que deverá propiciar a correta interpretação dos textos sagrados. E o exercício da correta interpretação bíblica deverá influenciar diretamente até a maneira como encaramos a tarefa máxima da Igreja que é a transmissão da mensagem do Evangelho.
Um jargão que tem estado cada vez mais presente nos círculos cristãos é a palavra “contexto”. O entendimento contextual é, de fato, absolutamente necessário ao processo hermenêutico (interpretativo). Porém, contexto é uma palavra de ampla abrangência. O contexto vai muito além do que o simples texto anterior e posterior àquele que estamos lendo. Na verdade, assim como há diferentes processos hermenêuticos, para diferentes áreas do conhecimento humano, há diferentes subprocessos para a construção de uma sólida hermenêutica bíblica. Um desses é o conhecimento, não de um único contexto, mas dos “contextos” bíblicos, isto é, do contexto histórico que cerca o texto no qual estamos despreendendo tempo e leitura; o contexto sócio-cultural do autor e do destinatário; o contexto geo-econômico, teológico, político. Entender estas nuances constitui-se em um poderoso ferramental para que encaixemos com maior precisão as declarações bíblicas às suas respectivas realidades imediatas, para, daí em diante, podermos esboçar um elo com a nossa própria realidade hoje. Tendo em mente a característica da atemporalidade bíblica, devemos finalmente aplicar os princípios daquilo que estamos lendo à nossa própria vida.



Digno de nota é o fato de que, apesar de ser um conjunto de livros escrito por um período de aproximadamente 1.500 anos (3.500 a 2.000 anos atrás), a Bíblia mantém uma excepcional coesão intertextual. A racionalidade do corpus bíblico prevalece baseada – e melhor explicada – pelo princípio de inspiração e canonicidade, que foi adotado pela Igreja. Assim, é tarefa da Igreja, em todos os séculos, acumular os conhecimentos e descobertas que tiver feito acerca das Escrituras – e isto se dá pelo processo interpretativo. Não podemos dizer que, no período da chamada “Igreja primitiva” (até fins do primeiro século depois de Cristo), a doutrina da própria Igreja tivesse a multiplicidade e diversidade intterpretativa que vemos em períodos mais recentes. É importante ressaltarmos que, a despeito de toda a controvérsia que um assunto como este suscita ou já provocou, a oportunidade de povos distintos, com distintas culturas, florescerem como a mesma Igreja – até com suas diversidade interpretativas – é uma bênção, quando tudo o mais gira como algo periférico à centralidade da fé. Aqui, uso o vocábulo “fé” do modo que Paulo o faz na sua Primeira Carta a Timóteo, capítulo 4, versículo primeiro, quando refere-se a “código de doutrina”: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”.

Observa-se claramente que, pelo texto anterior, o nosso “código doutrinário” será um dos alvos preferidos pelos principais opositores da fé. A apostasia, predita pelo apóstolo Paulo, que acontecia já nos seus dias, pode se dar por vários motivos diferentes, mas penso eu que um que é crucial é a frouxidão doutrinária com a qual a Igreja conviveria. É por isso que a doutrina é tão zelosamente preservada pelos apóstolos e discípulos de Jesus Cristo, nos primórdios da Igreja. Isto é patente nas cartas paulinas, gerais, nos livros e evangelhos. O texto conhecido como “Grande Comissão”, conforme foi registrado por por Mateus, em 19:20-21, afirma que os discípulos teriam a incumbência de irem fazer mais discípulos, batizando-os (…) e ensinando-os a guardarem todas as coisas que o Senhor Jesus ordenara. É necessário que, para que a suma tarefa da Igreja seja cumprida, ela mesma se muna de um ferramental necessário para que os discípulos que vierem a compor suas fileiras sejam, do mesmo modo, munidos do arcabouço espiritual e intelectual necessários, afim de que sejam, por sua vez, bons transmissores a outros. O correto entendimento da Igreja acerca daquilo que ela entende ser a “Palavra de Deus” é a cerne deste arcabouço; e a geração seguinte à que vivemos é aquela para com quem já possuímos uma dívida: a transmissão, hermeneuticamente correta, de tudo o quanto Jesus fez, viveu e ensinou.

Esta é a tarefa da Igreja. Não apenas falar, mas fazer discípulos. Engajemo-nos, pois, em fazê-lo!

Pr. Artur Eduardo para o site Cânticos.

Em Cristo Jesus,
Pr. Artur Eduardo
Postado por Artur Eduardo às 11:27 2 comentários

UM RETRATO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO


SEGUNDO O ÍNDICE GERAL DE CURSOS DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, SÓ 5,5% DAS UNIVERSIDADES PARTICULARES TÊM NOTAS ALTAS. VEJA A LISTA DAS 10 MELHORES UNIVERSIDADES DO PAÍS, DE ACORDO COM O RELATÓRIO DIVULGADO NO DIA 31/08

Somente 5,5% das faculdades particulares conseguiram as notas 4 e 5 no IGC (Índice Geral de Cursos), divulgado nesta segunda-feira (31), pelo MEC (Ministério da Educação). O índice vai de 1 a 5 e, segundo ele, apenas dez instituições particulares obtiveram a pontuação máxima - o que representa 0,7% da rede privada de ensino superior.Por outro lado, 33,7% das instituições públicas têm boa qualidade, mostram os dados do MEC. Ao todo, 61 universidades, faculdades e centros universitários de ensino superior públicos conseguiram os conceitos 4 e 5.

Os dados se referem ao IGC, que avaliou 2.001 instituições de ensino superior, entre universidades, centros universitários e faculdades. Dos cálculos foram excluídas as instituições sem nota (366 particulares e 22 públicas), para evitar distorções. Os dados mostram ainda que as instituições particulares têm, proporcionalmente, bem mais notas ruins (conceitos 1 e 2) do que as públicas. São 38,9% de notas ruins na rede particular de ensino contra 17,9%, na rede pública.

Região Norte é a pior
A região Norte tem o pior ensino superior do Brasil de acordo com os dados do MEC. Nenhuma instituição dos sete Estados da região (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) obteve as melhores notas do IGC. As 127 instituições avaliadas na região receberam no máximo a nota 3. Em todo o país, 141 receberam as duas maiores notas.

Perguntado sobre a situação na região, o ministro da Educação, Fernando Haddad não citou nenhum programa específico para os sete Estados. Ele se resumiu a dizer que o financiamento da educação, por meio do Prouni (Programa Universidade para Todos), e a expansão do ensino público no país devem estimular a melhoria na região e diminuir as desigualdades.

Além dos Estados da região Norte, as instituições de Maranhão, Mato Grosso e Sergipe também obtiveram no máximo o conceito 3. Somente 4 Estados tiveram instituições de ensino com a nota 5, o máximo do índice. São eles: Minas Gerais (6), Rio de Janeiro (4), Rio Grande do Sul (3) e São Paulo (8).

O que é o IGC
O IGC é um indicador de qualidade de instituições de educação superior que considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado). Para a graduação, ele usa a média do CPC (Conceitos Preliminares de Curso) da instituição. Já para a pós-graduação, o conceito utiliza a nota Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). O resultado final está em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5). O IGC de cada instituição de ensino superior do Brasil foi apresentado pela primeira vez no ano passado e será divulgado anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Melhores universidades no IGC


Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Federal SP 5 439
UFCSPA (Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) Federal RS 5 415
UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Federal MG 5 410
Ufla (Universidade Federal de Lavras) Federal MG 5 405
UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) Federal RS 5 402
UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) Federal MG 5 401
UFV (Fundação Universidade Federal de Viçosa) Federal MG 5 398
UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) Federal SP 4 391
UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Federal RJ 4 386
UnB (Universidade de Brasília) Federal DF 4 384
Nome Tipo Estado Faixa Pontuação






IF-SC (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina) SC Federal 4 391
IF-Sul (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense) RS Federal 4 349
Fecap (Centro Universitário Fecap) SP Privada 4 344
FAE (Centro Universitário Franciscano do Paraná) PR Privada 4 337
Senac-SP (Centro Universitário SENAC) SP Privada 4 318
UniRitter (Centro Universitário Ritter dos Reis) RS Privada 4 313
Feevale (Centro Universitário Feevale) RS Privada
4 310
Ifes (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo) ES Federal 4 308
IF-GO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás) GO Federal 4 306
Unifra (Centro Universitário Franciscano) RS Privada 4 301
Centros universitários Estado Tipo Conceito Pontuação






Ebape (Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas) RJ Privada 5 469
ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) SP Federal 5 468
Ebef (Escola Brasileira de Economia e Finanças) RJ Privada 5 461
Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto) SP Federal 5 461
FGV-Eaesp (Escola de Administração de Empresas de São Paulo) SP Privada 5 458
Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic SP Privada 5 452
Ibmec-SP (Faculdade Ibmec São Paulo) SP Privada 5 440
Ibmec-RJ (Faculdade de Economia e Finanças IBMEC) RJ Privada 5 433
IME (Instituto Militar de Engenharia) RJ Federal 5 428
Isei (Instituto Superior de Educação Ivoti) RS Privada 5 419



Fonte: Uol

NOTA: Triste realidade do ensino superior no Brasil. Um dos agravantes é a explosão de universidades, muitas ajustando suas estruturas e pessoal junto ao MEC no processo de autorização e credenciamento dos cursos. Ensino particular virou um negócio lucrativo e irresponsável no Brasil, há tempos. A ´bomba´, agora, estoura nas péssimas avaliações e, pior, no nível de qualificação profissional da maior parte das universidades particulares que, ao que tudo indica, é extremamente baixo. Como há quem se ´salvou´, parabéns às instituições que tiraram notas "4" e "5", no IGC.

Em Cristo Jesus,
Pr. Artur Eduardo
Postado por Artur Eduardo às 11:26
Marcadores: Educação
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

COMPREENDENDO MELHOR A PALAVRA DE DEUS


EXISTEM MITOS NA BÍBLIA?



(Elias e os profetas de Baal, Julius Schnorr)



Os liberais sempre estiveram certos. Há mitos na Bíblia. Mitos eram abundantes no mundo religioso do Antigo Oriente ao redor de Israel, bem como nas religiões à época da Igreja apostólica do primeiro século. Por conseguinte, os escritores bíblicos registraram vários deles em suas obras.

No Antigo Testamento encontramos vários desses mitos. Há a crença dos cananeus de que existiam deuses chamados Astarote, Renfã, Dagom, Adrameleque, Nibaz, Asima, Nergal, Tartaque, Milcom, Astarote, Renfã e Baal. Sobre este último, há o mito de que podia responder com fogo ao ser invocado por seus sacerdotes. Há também o mito egípcio de que o Nilo, o sol e o próprio Faraó eram divinos; o mito filisteu do rei-peixe Dagom; e que o Deus de Israel precisava de uma oferta de hemorróidas e ratos de ouro para ser apaziguado. Para não falar do mito cananeu da Rainha dos Céus, que exigia incenso e libações (bolos) dos adoradores (Jeremias 44.17-25).

Outro mito na Bíblia é que o sol, a lua e as estrelas eram deuses, mito esse que sempre foi popular entre os judeus e radicalmente combatido pelos profetas (IIReis 23.5,11; Ezequiel 8.16). O mito pagão de monstros e serpentes marinhas é mencionado em Jó, Salmos e Isaías, em contextos de luta contra o Deus de Israel, em que eles representam os poderes do mal, os povos inimigos de Israel (Jó 26.10-13; Salmos 74.13-17; Isaías 27.1). A lista é enorme. Há muitos mitos espalhados pelos livros do Antigo Testamento.

O livro de Jó cita mitos de outros povos, como Rahab e Leviatã, mas não podemos imaginar que o autor, por isto, esteja dizendo que os aceita como verdade. Os profetas, apóstolos e autores bíblicos se esforçaram por mostrar que os mitos eram conceitos humanos, falsos, e em chamar o povo de Deus a submeter-se à revelação do Deus que se manifestou poderosa e sobrenaturalmente na História. Eles sempre estiveram empenhados em separar mitologia de história real, e invenções humanas da revelação de Deus. Elias desmitificou Baal no alto do Carmelo.

Moisés também desmitificou o Nilo, o sol e o próprio Faraó, provando, pelas pragas que caíram, que a divindade deles era só mito mesmo. E quando ele queimou o bezerro de ouro e o reduziu a cinzas, desmitificou a idéia de que foi o bovino dourado quem tirou o povo de Israel do Egito. O próprio Deus se encarregou de derrubar o mito de Dagom, rei-peixe dos filisteus, quando a sua imagem caiu de bruços diante da Arca do Senhor e teve a cabeça cortada (ISamuel 5.2-7).



Mitos no Novo Testamento...
(Apocalipse, Gustav Doré)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo se refere por quatro vezes aos mythoi (grego). Mitos são estórias profanas inventadas por velhas caducas (ITimóteo 4.7), que promovem controvérsias em vez da edificação do povo de Deus na fé (ITimóteo 1.4). Entre os próprios judeus havia muitas dessas fábulas, histórias fantasiosas (Tito 1.14).

E já que as pessoas preferem os mitos à verdade (IITimóteo 4.4), Timóteo e Tito, a quem Paulo escreveu essas passagens, deveriam adverti-las, e eles mesmos deveriam se abster de se deixar envolver nesses mitos.

A advertência era necessária, pois os cristãos das igrejas sob a responsabilidade deles vinham de uma cultura permeada por mitos. O próprio Paulo se deparou várias vezes com esses mitos. Uma delas foi em Listra, quando a multidão o confundiu, juntamente com Silas, com os deuses do Olimpo e queria sacrificar-lhes (Atos 14.11). Outra vez foi em Éfeso, quando teve de enfrentar o mito local de que uma estátua da deusa Diana havia caído do céu, da parte de Júpiter, o chefe dos deuses (Atos 19.35).

Em todas essas ocasiões, Paulo procurou afastar as pessoas dos mitos e trazê-las para a fé na ressurreição de Jesus Cristo. De acordo com Paulo, mitos são criações humanas, oriundas da recusa do homem em aceitar a verdade de Deus. Ao rejeitar a revelação de Deus, os homens inventaram para si deuses e histórias sobre esses deuses, que são as religiões pagãs (Romanos 1.17-32). Pedro também estava perfeitamente consciente do que era um mito.

Quando ele escreve aos seus leitores acerca da transfiguração e da ressurreição de Jesus Cristo, faz a cuidadosa distinção entre esses fatos que ele testificou pessoalmente e mithoi , “fábulas engenhosamente inventadas” (2Pe 1.16). Ele sabia que a história da ressurreição poderia ser confundida com um mito, algo inventado espertamente pelos discípulos de Jesus. Ao que parece, Paulo e Pedro, juntamente com os profetas e autores do Antigo Testamento, estavam perfeitamente conscientes da diferença entre uma história real e outra inventada.

Dizer que os próprios autores bíblicos criaram mitos significa dizer que eles sabiam que estavam mentindo e enganando o povo com estórias espertamente inventadas por eles. Seus escritos mostram claramente que eles estavam conscientes da diferença entre uma história inventada e fatos reais. Através da História, os cristãos têm considerado o mito como algo a ser suplantado pela fé na revelação bíblica, que registra os poderosos atos de Deus. Equiparar as narrativas bíblicas aos mitos pagãos é validar a mentira e a falsidade em nome de Deus. É adotar uma mentalidade pagã e não cristã.

Existe, naturalmente, uma diferença entre o mito neoliberal e os contos que aparecem na Bíblia. Há várias histórias na Bíblia, criadas pelos autores bíblicos, que claramente nunca aconteceram. Contudo, elas nunca são apresentadas como história real, como fatos reais sobre os quais o povo de Deus deveria colocar sua fé, mas como comparações visando ilustrar determinados pontos de fé, ou linguagem figurada. São as parábolas, os contos, como aquela história do espinheiro falante contada por Jotão (Juízes 9.7). Há também a poesia, quando se diz que as estrelas cantam de júbilo, que Deus cavalga querubins e viaja nas asas do vento. Os salmos contêm muito disso. Quando os neoliberais deixam de reconhecer a diferença entre mitos e gêneros literários que usam licença poética e linguagem figurada, fazem uma grande confusão.

Eu disse que a atitude dos profetas, apóstolos e autores bíblicos em relação ao mito foi de desmitificação . Eu sei que dizer isso é anacrônico, pois foi somente no século passado que Rudolph Bultmann propôs seu famoso programa de desmitificação da Bíblia. Ele achava que havia mitos na Bíblia e que era preciso separá-los da verdade. Mas, antes dele, os próprios profetas, apóstolos e autores bíblicos já haviam manifestado essa preocupação. É claro que eles e Bultmann tinham conceitos diferentes. Mas se ao fim o mito é uma história de caráter religioso que não tem fundamentos na realidade e que se destina a transmitir uma verdade religiosa, eles não são, de forma alguma, uma preocupação exclusiva de teólogos modernos.

Vejam então que o programa de desmitificação começou muito antes de Bultmann! Começa na própria Bíblia, que nos chama a separar a verdade do erro.

Por Augustus Nicodemus Lopes

Adaptado por Artur Eduardo
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Fonte: Portal Vida Nova